Escola Biblica Dominical

A SUPREMACIA DE CRISTO

A Escola Dominical

As primeiras classes de instrução bíblica no Brasil apareceram em conexão com a presença dos huguenotes na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no século XVI.

Os holandeses no norte do país, principalmente em Pernambuco, criaram também escolas de instrução religiosa. O movimento que redundou no que atualmente conhecemos como “Escola Dominical” no Brasil teve início em 19 de agosto de 1855 em Petrópolis.

O reverendo Roberto Kalley e sua esposa, dona Sara, missionários escoceses da Igreja Congregacional, foram os organizadores desta Escola Dominical. No primeiro domingo compareceram cinco crianças.

Com o desenvolvimento do trabalho, organizaram-se classes, em português, alemão e inglês, em razão dos colonos estrangeiros que chegavam a essa região do estado do Rio de Janeiro. Os metodistas registram em suas obras históricas o aparecimento da Escola Dominical em junho de 1836 com o reverendo Justin R. Spaulding e os presbiterianos falam em trabalho pioneiro com o missionário Ashbel Green Sinonton em 12 de abril de 1860.

Como batistas, por exemplo, não temos registro algum do aparecimento da Escola Bíblica Dominical, mas, em relatório de 12 de dezembro de 1882, o missionário William Buck Bagby fala em tradução de um catecismo batista para crianças e fala também da tradução de uma história batista.

Conclui-se então que a Escola Dominical, se ainda não existia com o aparecimento, em 15 de outubro de 1882, da Primeira Igreja Batista da Bahia, hoje Brasil, estava prestes a ser implantada.

De 1855 até 1911 o trabalho das Escolas Dominicais dependia em grande parte da iniciativa particular das igrejas locais. Em 1911, foi organizada a União de Escolas Dominicais do Brasil. Foi o primeiro esfor- ço para arregimentar os elementos que se interessavam na instrução religiosa por meio das Escolas Dominicais.

Em 1928, a União de Escolas Dominicais foi transformada em organismo oficial das igrejas evangélicas com o nome de Conselho Nacional Evangélico de Educação Religiosa.

Em 1931, passou a chamar-se Conselho Evangélico de Educação Religiosa do Brasil. Em 1934, o Conselho foi incorporado à Confederação Evangélica do Brasil, que era o órgão representativo das igrejas congregacionais e cristãs, episcopal, metodista, presbiteriana e presbiteriana independente.

Os batistas no Brasil, antes mesmo de se constituírem em Convenção, perceberam logo de início a importância da educação religiosa. No ano de 1900 foi organizada a Casa Editora Batista, tendo como seu diretor o missionário William Edwin Entzminger.

O Jornal Batista, fundado em 10 de janeiro de 1901, começou, já em janeiro de 1903, a publicar as lições da Escola Dominical para adultos. Nesse mesmo ano apareceu “O Infantil”, livreto contendo histórias e a lição da Escola Dominical para as crianças. Em 1907, quando os batistas completavam 25 anos de presença no Brasil, surgiu a “Revista de Adultos” e, em 1909, “O Amigo da Juventude”.

Nessa época fundou-se a Convenção Batista Brasileira, com a realização de sua primeira assembleia em julho de 1907. Nesta assembleia, foi organizada a Junta de Escolas Dominicais, que em 1922 passou a denominar-se Junta de Escolas Dominicais e Mocidade. Havia, nesse tempo, 117 Escolas Dominicais e 157 classes nas Igrejas Batistas.

O Curso Normal, para professores e oficiais da Escola Dominical, iniciou-se com a publicação do Manual da Escola Dominical em Recife, em 1918. Esse manual veio contribuir grandemente para o desenvolvimento de nossas Escolas Dominicais.

Os demais livros do Curso Normal foram surgindo gradativamente. Um aspecto do trabalho de Escolas Dominicais, que deve merecer nossa especial aten- ção, é o das Assembleias de Escolas Dominicais.

A mais antiga de que temos conhecimento é da extinta Convenção Sul-Baiana, que realizou um esplêndido trabalho. A Convenção Batista da Bahia manteve uma Convenção da Escola Dominical que funcionava em uma das sessões da Convenção das igrejas. Em Pernambuco, foi organizada pela Convenção Evangelizadora em novembro de 1941, uma Junta de Escolas Dominicais para promover o trabalho entre as igrejas.

Em junho de 1941, foi organizada a Assembleia de Escolas Dominicais do campo vitoriense. O Departamento de Escolas Dominicais manteve itinerantes em alguns campos. O ideal, na época, era que tivesse para cada campo um obreiro especialmente dedicado à tarefa de promover o trabalho de Escolas Dominicais entre as igrejas.

O trabalho de Escolas Dominicais em nossas igrejas vem crescendo consideravelmente. A organização e os métodos de ensino têm evoluído. Templos com adaptações especiais para Escola Dominical foram sendo construídos e as possibilidades desse trabalho se apresentam sobremodo alvissareiras para o futuro, mesmo em meio aos questionamentos e inovações que surgem a todo momento sobre a forma de ser igreja hoje.

Já em 1941, tínhamos, segundo estatísticas da época, em números redondos, 780 igrejas, 2.000 pontos de pregação, 1.500 Escolas Dominicais, 70.000 alunos e 8.000 professores. Concluindo, esta remissão histórica, podemos afirmar que graças às participações de William Fox, de Joseph Hughes de William Brodie Gurney, de William Watson, e de Benjamin Franklin Jacob, para situar-nos apenas nos mais antigos, a Escola Dominical foi sendo aperfeiçoada ao longo dos anos.

Eles fizeram unicamente aquilo que, no passado, fizeram os patriarcas, os juízes, alguns reis, os profetas, os apóstolos e o Senhor Jesus Cristo – criaram escolas para ensinar e pregar a Palavra de Deus.

A história nos mostra que haja o que houver, venha o que vier em termos de modelos eclesiásticos, o ensino da Palavra de Deus vai sobreviver porque é ordem de Jesus e desejo de Deus: “Ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos” (Mt 28.20).

Fonte: http://www.batistas.com/

Professores:

Pr. Roberto Augusto

  • Pastor da Igreja Batista no Cafezal
  • Formado em Teologia pela Faculdade Batista de São Paulo

Mauro Sanches de Sales

  • Servidor da PEL
  • Formado em Teologia pela UNIFIL

Jarson da Silva

  • Servidor Público,
  • Professor na Escola Pública,
  • curso de Teologia incompleto.

Luciana Reale Mendes

  • Trabalha no Hospital do Câncer
  • Formada em Gestão Hospitalar pela UNOPAR,
  • focado em Humanização,
  • comportamento nas organizações,
  • Gestão da qualidade,
  • Políticas Públicas de Saúde,
  • Direito e legislação em Saúde.

Israel Bezerra Holanda

  • Servidor do IAPAR
  •  Servidor Público,
  • formado em Gestão Pública pela UFPR,
  • curso de Teologia incompleto,
  • estudante autodidata de Teologia e Política.